Não, não é o filme da Michelle Pfeiffer.
Você com certeza me achará careta após ler isso, ou terá certeza sobre as coisas das quais eu falei no post anterior.
Já devia passar da meia noite, estava deitada na minha cama, não conseguia dormir. Levantei-me, acendi a luz para procurar algo no qual eu pudesse escutar música. Meu mp3 estava sem bateria, pra variar. Resolvi arrancar meu discman das teias de aranha (modo de falar), mas...Que cd ouvir? Ajoelhei-me diante das minhas três pequeninas prateleiras e fui passando os dedos: só lembranças de criança. Quando achei o cd da trilha sonora de uma das minhas novelas favoritas "O Beijo do Vampiro", peguei aquele mesmo. Muitas coisas que eu não ouvia faz muito tempo: Titãs, Adriana Calcanhoto, Maurício Manieri, Pato Fu e até o Fábio Jr. Apesar de já der pirado com a faixa n° 3, foi quando a n° 8 começou a tocar que eu perdi os sentidos completamente. Eu sempre gostei muito de Vinicius de Moraes, lembro-me de sempre furtar o livro "Soneto de Fidelidade e Outros Poemas" da primeira gaveta do criado-mudo do meu pai.
Pois bem, estava lá, ouvindo a música, quando adormeci. Já pode ter alguma idéia do quê aconteceu, não?
Tive uma coisa breve como um sonho, porém curto, mas tão significativo quanto. Sim, tive uma pequena visão do meu casamento. Lá estava eu, no auge dos meus vinte e poucos anos, a mistura de sensações era óbivia de se notar em meu olhar e sorriso. Era festa. Os rostos familiares a minha volta... Sim, dançava essa música, mas por ter sido como um "flash", só me lembro do momento onde eu e meu, agora, marido, estávamos , bem, valsando, se é que se pode assim dizer. Estávamos com os rostos unidos pela ponta do nariz, e era como se ele estivesse cantando a música pra mim, de um jeito íntimo. No momento em que ele dublou o verso "por toda a minha vida...", sorri emocionada, dei uma olhada nas pessoas em volta e...
Acordei. Minha mão repousava sobre meu coração, que ah! como palpitava...
Agora escrevendo, e me lembrando de detalhes mais sórdidos, tive a sensação de já ter sonhado com isso antes. Dizem que quando você sonha muitas vezes com a mesma coisa, ela acontece...
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Falso Prólogo
Engraçado os momentos quando você pára pra pensar na sua vida, seja passado, presente ou futuro.Eu me sinto tão madura tirando conclusões de coisas que já me aconteceram, e a felicidade e o brilho nos olhos sonhando com um futuro bem sucedido é um sensação inigualável, singela, porém extremamente significante.
Me peguei pensando nas (falsas) promessas de amor que recebi, esse ano. E olha que ao meu ver, não foram poucas. Sim, falsas, mas um número preocupante. Talvez até não eram falsas ao momento, mas com certeza não era em amor que se pensava, ou talvez minha visão de amor seja complexa demais para os porto-alegrenses, brasileiros, terráqueos...
É incrível como todas, repito todas as pobres almas que decidiram,hum, "se declarar" pra mim, em um punhado de dias, não falaram mais comigo.
Talvez as pessoas gostem de ser iludidas.Que medíocre.
Mudando completamente de assunto, esse é um dos motivos que me irritam muito em minha escrita, falando abertamente com você, caro leitor (ah, me senti Machado de Assis, desculpe). Eu me contradigo demais. Coisas astrais, ou quem sabe pscicológias, ou talvez... Pronto, começou.
Me peguei pensando nas (falsas) promessas de amor que recebi, esse ano. E olha que ao meu ver, não foram poucas. Sim, falsas, mas um número preocupante. Talvez até não eram falsas ao momento, mas com certeza não era em amor que se pensava, ou talvez minha visão de amor seja complexa demais para os porto-alegrenses, brasileiros, terráqueos...
É incrível como todas, repito todas as pobres almas que decidiram,hum, "se declarar" pra mim, em um punhado de dias, não falaram mais comigo.
Talvez as pessoas gostem de ser iludidas.Que medíocre.
Mudando completamente de assunto, esse é um dos motivos que me irritam muito em minha escrita, falando abertamente com você, caro leitor (ah, me senti Machado de Assis, desculpe). Eu me contradigo demais. Coisas astrais, ou quem sabe pscicológias, ou talvez... Pronto, começou.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
->
http://leowroblewski.blogspot.com/2007/08/evening-sun.html
Eu li escutando 'Love is a Losing Game' da Amy Winehouse;
mas você também pode escutar 'Evening Sun' dos Strokes;
-Faz sentido não?!
Bem, a escolha é sua.
Volto essa semana ainda, pretendo escrever 2 textos.
Eu li escutando 'Love is a Losing Game' da Amy Winehouse;
mas você também pode escutar 'Evening Sun' dos Strokes;
-Faz sentido não?!
Bem, a escolha é sua.
Volto essa semana ainda, pretendo escrever 2 textos.
sábado, 11 de agosto de 2007
Pobre Teclado
"Não, não quero"
Ótimo primeiro pensamento do dia, não? Não. Este pensamento simplismente amaldiçou meu dia por inteiro, minha tarde, melhor dizendo.
Acordei às 11:30, como de costume aos sábados, minha garganta arranhava e ardia, sinal de que o meu resfriado começara a piorar. Como não queria abandonar o quentinho da cama, apenas liguei a tv e fiquei assistindo qualquer coisa, mesmo com todas as tentativas dos meus pais de me fazer sair da cama. Já devia ser meio-dia e meu pai me chamou pra me fazer alguma coisa. Era mentira, só pra eu levantar. Troquei de roupa, arrumei minha cama. Não ia tomar café da manhã, mas a minha garganta arranhava demais, não resisti ao chocolate quente. Depois fiquei aguardando o almoço, adivinha só, vendo tv, dessa vez na sala. Até dei uma olhada em uns livros, mas quando eu finalmente resolvi ler, minha mãe me chamou para almoçar. Eu mal tinha acordado e nada tava funcionando do meu jeito, mas não dei muita atenção pra isso.
Às 14:30 eu tinha que ir pro tênis, e hoje eu realmente não estava afim de ir, o que não acontece normalmente. Mas fui.
Chegando lá, graças a Deus não tava tão frio como tem sido ultimamente, meu pai sempre joga primeiro que eu, então, eu tenho que arrumar um jeito de ficar uma hora me distraindo até chegar a minha vez. Geralmente, fico assistindo meu pai jogar, mas ele tava jogando tão bem e eu me senti tão "lixo" que resolvi sair dali antes que... sei lá.
Fui pro "paredão", que eu diria que é uma quadra de squash, só que aberta. Fiquei olhando para aquela enorme parede verde ao invés de começar a bater bola, e quando resolvi tentar, me irritei mais ainda por não conseguir.
"Vou usar isso ao meu favor", pensei. Comecei a dar apenas uma raquetada na bola com toda a força que eu conseguia reunir só pra extravasar a ira. Quando encheu o saco de ficar correndo atrás da bolinha, sentei na arquibancada, apoiando o cotovelo na raquete e conclui :"Bosta de TPM, só pode ser."
Voltei pro jogo do meu pai, que era a unica coisa que havia sobrado pra fazer no momento. Sentei no pequeno espaço da arquibancada do lado de fora que ainda tinha sombra e tive uma feliz surpresa: uma dente-de-leão. Soprei-a sem pensar duas vezes.
"Talvez seja um bom preságio"; conclui em minha consciência. Mas nem com isso a vontade de fazer aula brotava.
Entrei na quadra e sentei-me no banco que tem lá. Peguei o Memórias Póstumas e dei mais uma lida, aí foi quando comecei a fungar como uma viciada em cocaína em síndrome de abstinência. Terrível. Tinha uma expressão terrível também, o professor chegou até a perguntar se tava tudo bem comigo. Percebi ele conversar com meu pai a respeito, mas me enfiei no livro de novo.
Quando o jogo terminou, o Alex (professor) e o meu pai ficaram conversando na minha frente e acabaram por concluir que eu não iria ter um bom aproveitamento da aula. Pelo menos disso eu consegui me livrar.
Voltamos pra casa, como não tinha jogado hoje, deixei meu pai tomar banho primeiro. Quando foi minha vez, fiquei naquela dúvida de lavo-ou-não-lavo-meu-cabelo, resolvi lavar. Consegue adivinhar? Sim, o gás acabou no meio do meu banho. Nada pior pra acontecer quando você precisa lavar o cabelo. Saí do banheiro bufando e praguejando milhares de coisas. Arrumei o banheiro depressa e me joguei na cama por alguns instantes. Lembrei da famosa frase : "Quem canta seus males espanta.", e liguei o computador na mesma hora. Mesmo tendo cantarolado "Because" dos Beatles quase a tarde toda, eu coloquei o cd do Ben Harper, na terceira música, sendo que eu havia pulado a segunda, eu resolvi por colocar uma música daquelas sem moral nenhuma de vida, ao menos que você consiga enxergar moral em algo semelhante à prostituição. E depois de pentear as madeixas, vim pra cá. Aí você já sabe o resto.
Mas o que o teclado tem haver com isso?!
Ah, porque você não sabe o quanto ele apanhou pra que esse texto sair.
Torcendo para que a noite, sozinha em casa, compense a manhã de sábado (que eu não vejo há meses), e a tarde - sem mais descrições pra essa - .
Ótimo primeiro pensamento do dia, não? Não. Este pensamento simplismente amaldiçou meu dia por inteiro, minha tarde, melhor dizendo.
Acordei às 11:30, como de costume aos sábados, minha garganta arranhava e ardia, sinal de que o meu resfriado começara a piorar. Como não queria abandonar o quentinho da cama, apenas liguei a tv e fiquei assistindo qualquer coisa, mesmo com todas as tentativas dos meus pais de me fazer sair da cama. Já devia ser meio-dia e meu pai me chamou pra me fazer alguma coisa. Era mentira, só pra eu levantar. Troquei de roupa, arrumei minha cama. Não ia tomar café da manhã, mas a minha garganta arranhava demais, não resisti ao chocolate quente. Depois fiquei aguardando o almoço, adivinha só, vendo tv, dessa vez na sala. Até dei uma olhada em uns livros, mas quando eu finalmente resolvi ler, minha mãe me chamou para almoçar. Eu mal tinha acordado e nada tava funcionando do meu jeito, mas não dei muita atenção pra isso.
Às 14:30 eu tinha que ir pro tênis, e hoje eu realmente não estava afim de ir, o que não acontece normalmente. Mas fui.
Chegando lá, graças a Deus não tava tão frio como tem sido ultimamente, meu pai sempre joga primeiro que eu, então, eu tenho que arrumar um jeito de ficar uma hora me distraindo até chegar a minha vez. Geralmente, fico assistindo meu pai jogar, mas ele tava jogando tão bem e eu me senti tão "lixo" que resolvi sair dali antes que... sei lá.
Fui pro "paredão", que eu diria que é uma quadra de squash, só que aberta. Fiquei olhando para aquela enorme parede verde ao invés de começar a bater bola, e quando resolvi tentar, me irritei mais ainda por não conseguir.
"Vou usar isso ao meu favor", pensei. Comecei a dar apenas uma raquetada na bola com toda a força que eu conseguia reunir só pra extravasar a ira. Quando encheu o saco de ficar correndo atrás da bolinha, sentei na arquibancada, apoiando o cotovelo na raquete e conclui :"Bosta de TPM, só pode ser."
Voltei pro jogo do meu pai, que era a unica coisa que havia sobrado pra fazer no momento. Sentei no pequeno espaço da arquibancada do lado de fora que ainda tinha sombra e tive uma feliz surpresa: uma dente-de-leão. Soprei-a sem pensar duas vezes.
"Talvez seja um bom preságio"; conclui em minha consciência. Mas nem com isso a vontade de fazer aula brotava.
Entrei na quadra e sentei-me no banco que tem lá. Peguei o Memórias Póstumas e dei mais uma lida, aí foi quando comecei a fungar como uma viciada em cocaína em síndrome de abstinência. Terrível. Tinha uma expressão terrível também, o professor chegou até a perguntar se tava tudo bem comigo. Percebi ele conversar com meu pai a respeito, mas me enfiei no livro de novo.
Quando o jogo terminou, o Alex (professor) e o meu pai ficaram conversando na minha frente e acabaram por concluir que eu não iria ter um bom aproveitamento da aula. Pelo menos disso eu consegui me livrar.
Voltamos pra casa, como não tinha jogado hoje, deixei meu pai tomar banho primeiro. Quando foi minha vez, fiquei naquela dúvida de lavo-ou-não-lavo-meu-cabelo, resolvi lavar. Consegue adivinhar? Sim, o gás acabou no meio do meu banho. Nada pior pra acontecer quando você precisa lavar o cabelo. Saí do banheiro bufando e praguejando milhares de coisas. Arrumei o banheiro depressa e me joguei na cama por alguns instantes. Lembrei da famosa frase : "Quem canta seus males espanta.", e liguei o computador na mesma hora. Mesmo tendo cantarolado "Because" dos Beatles quase a tarde toda, eu coloquei o cd do Ben Harper, na terceira música, sendo que eu havia pulado a segunda, eu resolvi por colocar uma música daquelas sem moral nenhuma de vida, ao menos que você consiga enxergar moral em algo semelhante à prostituição. E depois de pentear as madeixas, vim pra cá. Aí você já sabe o resto.
Mas o que o teclado tem haver com isso?!
Ah, porque você não sabe o quanto ele apanhou pra que esse texto sair.
Torcendo para que a noite, sozinha em casa, compense a manhã de sábado (que eu não vejo há meses), e a tarde - sem mais descrições pra essa - .
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